Óxido Nitroso

Os procedimentos odontológicos evoluíram bastante nos últimos tempos tornando-se cada vez mais complexos e extensos.

anestesiaEstudos demonstram que a fobia ao tratamento odontológico está presente em cerca de 30% da população (odontofobia) e, embora técnicas eficientes de anestesia local sejam utilizadas pelos cirurgiões-dentistas é crescente o interesse por métodos de aliviar o medo de seus pacientes.

Dúvidas freqüentes:

1) Pode ser feita sedação venosa na clínica odontológica?
O controle clínico e farmacológico do paciente submetido a procedimentos com sedação venosa (medicamentosa) é um ato médico devidamente regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. As resoluções CFM 1802/06, CFM 1409/94 e CFM 1670/93 determinam de forma bastante clara as condições mínimas de segurança para o acompanhamento dos pacientes durante procedimentos ambulatoriais nos quais a presença do anestesiologista se faz necessária.

2) Quais os tipos de anestesias que podem ser utilizadas em procedimentos odontológicos?
Anestesia local: é a injeção regional de anestésico realizada pelo dentista;
Sedação consciente: diminuição do nível de consciência induzido por drogas na qual o paciente fica tranqüilo e dormindo durante o procedimento e não se recorda do que acontece durante o ato – semelhante à realizada em procedimentos em endoscópicos;
Anestesia geral: inconsciência induzida por drogas endovenosas e/ou inalatórias e realizada somente em ambiente hospitalar.

3) Qualquer pessoa pode ser submetida à sedação venosa no consultório?
É fundamental que o paciente passe por uma avaliação pré-anestésica pelo médico anestesiologista, preferencialmente antes da data marcada para o procedimento cirúrgico. Após a avaliação do paciente (anamnese, exames complementares e risco cirúrgico) o anestesista pode identificar aqueles pacientes que podem ser submetidos à sedação venosa.

4) Quanto tempo dura a sedação?
O tempo de duração de uma sedação deverá ser proporcional ao tempo estimado para a intervenção cirúrgica. Pode-se dizer que o anestesiologista é o “guardião do paciente” durante o ato cirúrgico.

5) Quais os principais riscos ao se submeter a uma anestesia?
A anestesia evoluiu muito nas três últimas décadas, de modo a permitir a realização de procedimentos cirúrgicos cada vez mais complexos. A questão do risco dependerá muito do estado clínico do paciente; isto é, de doenças e fatores de risco pré-existentes.

6) Quais os principais efeitos colaterais de uma anestesia?
Os anestésicos podem causar alguns efeitos colaterais, porém nem sempre são observados durante e após uma anestesia. Os mais comuns são náuseas e vômitos. Também podem acontecer calafrios e tremores.

7) Quais os medicamentos utilizados durante a sedação?
Normalmente, utilizamos benzodiazepínicos de curta duração (p.ex. Dormonid®) e/ou hipnóticos (p.ex. propofol); associados a pequenas doses de opióides (p.ex. fentanil, dolantina). Podemos utilizar também um agonista α2-adrenérgico (p.ex. clonidina) que além do efeito sedativo e analgésico, reduz a pressão arterial e a salivação.

8 ) Quais as condições de alta do consultório após a anestesia?
É necessário que o paciente possa caminhar com o mínimo de auxílio. A dor pós-operatória e o sangramento devem ser mínimos ou ausentes. O paciente deverá estar acompanhado por um responsável que poderá receber as orientações pós-operatórias verbalmente e por escrito.